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Dicas para quem vai curtir o Carnaval PDF Imprimir E-mail
Saúde & Lazer   
08-Fev-2010

Infectologista indica cuidados importantes para garantir a folia até a quarta-feira
Época de alegria e descontração, o Carnaval também é um período de descuidos e exageros que podem acabar com a festa de qualquer folião. Nesses dias, muitos deixam de lado medidas básicas, porém, fundamentais, como verificar a higiene dos locais que comercializam alimentos, manter um cardápio saudável e se precaver contra as doenças sexualmente transmissíveis.

O coordenador da Infectologia do Hospital Lifecenter, Carlos Starling, alerta para o fato de que a origem do gelo da caipvodka ou do cachorro-quente não deve ser negligenciada. Com os dias de festa, as pessoas se alimentam em quiosques que nem sempre armazenam os produtos corretamente, na temperatura adequada, e acabam sofrendo as consequências. “Além dos alimentos, guardar as latas inadequadamente pode levar à contaminação da água do gelo por urina e fezes de ratos, vetores da leptospirose e da hantanvirose”, alerta Starling.

Outros casos comuns são diarreias, provocadas por alimentos e bebidas deterioradas e contaminadas. “A associação de diarreia, náuseas, vômitos e febre é um sinal de alerta para a necessidade de assistência médica imediata. Se não for tratado, um problema simples pode levar a infecções generalizadas, desidratação e, dependendo da gravidade, à morte”, afirma.

Entretanto, a higiene não se limita a alimentos e bebidas. Os banheiros públicos também escondem microorganismos perigosos quando não higienizados. “As doenças transmitidas por via fecal-oral são as mais frequentes. Merecem destaque a Hepatite A e as diarreias agudas por bactérias e vírus”, explica o infectologista. O conselho do médico é que os foliões exijam locais públicos limpos e devidamente saneados. “Cobrar dos proprietários e denunciar à vigilância sanitária os locais públicos insalubres faz parte dos princípios do cidadão consciente.” Na medida do possível, o melhor é evitar locais com grandes aglomerados, nos quais a chance de encontrar sanitários limpos é rara.

Carlos Starling cita também algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST) às quais estão expostos aqueles que não se protegem de maneira correta: blenorragias (gonorreia), condilomatose, mononucleose e hepatites B e C. “A velha dica é usar preservativo em toda e qualquer relação sexual. O sexo oral também oferece riscos semelhantes de contrair DST e deve ser praticado com os mesmos cuidados”, assegura.

 
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