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De qualquer forma, idade mais avançada, uso de calmantes, fratura prévia, qualidade de vida ruim e diabetes são fatores de risco para quedas recorrentes nos dois sexos. Uso de bebida alcoólica, entretanto, é problema para o sexo masculino. Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Unifesp identificou que quedas recorrentes – ou seja, que se repetem – ocorreram em 25,6% de mulheres e em 15,5% de homens. Os resultados fazem parte do Brazos (Estudo Brasileiro sobre Osteoporose) e, de acordo com artigo publicado na última edição dos Cadernos de Saúde Pública, “dados antropométricos, hábitos de vida, fratura prévia, quedas, dieta, atividade física e qualidade de vida foram avaliados em 2.420 indivíduos adultos”.
Segundo o texto, nas mulheres, “os fatores de risco associados com quedas recorrentes foram idade, fratura prévia, sedentarismo, pior qualidade de vida, diabetes mellitus e uso atual de benzodiazepínicos”. Nos homens, foram idade, pior qualidade de vida, consumo de bebidas alcoólicas, diabetes mellitus, fratura prévia e uso atual de benzodiazepínicos”. Os autores também identificaram que “maior ingestão de vitamina D desempenhou efeito protetor sobre o risco de quedas recorrentes”. Para eles, os achados indicam que o número de quedas que se repetem entre homens e mulheres é elevado e, diante disso, indicam “a necessidade de uma abordagem multidisciplinar a fim de minimizá-las, bem como de suas consequências como as fraturas por osteoporose”. O artigo na íntegra pode ser lido em inglês em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2010000100010&lng=pt&nrm=iso&tlng=en. Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico) |